Histórias

Conte-nos a sua História, pois este é um espaço dedicado a quem vivenciou ou está vivenciando um processo de Luto e que recebeu e/ou está recebendo cuidados especializados.

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Elaborar o luto é um processo, é um renascer, um recriar de si mesmo. Uma possibilidade de ressignificar a própria vida atribuindo-lhe um novo sentido.

7 comentários sobre “Histórias

  1. É a primeira vez que vejo algo na internet sobre luto, não que não tenha opções , apenas vejo que o
    momento não havia chegado. O luto vem fazendo parte da minha vida desde muito cedo, perdi algumas coisas importantes, perdi pessoas e me perdi. O ” mergulho intenso” na dor, a falta de força para seguir foi avassaladora, mas quero dizer ; quem tem amigos e família , tudo pode. Fui salva deste “mergulho intenso”, quase sem volta porque tinha nos meus braços a minha filha (que no momento tinha apenas 6 meses de vida) que necessitava do meu amor , do meu leite materno para continuar sua história, a nossa história.
    A vida é linda, temos que viver de forma plena e sempre fazendo o bem.

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  2. Oi Nazaré, ótima a sua página. Parabéns. Sou psicóloga também, professora da UERJ. Também sou uma pessoa que perdeu seu marido depois de 44 anos de casamento, há três anos e meio. Publiquei um livro de meus escritos para ele no primeiro ano: De amor e de luto (Editora Multifoco) http://www.editoramultifoco.com. Tenho também uma página no FB com o mesmo nome. Um abraço.

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  3. Acho que hoje tudo se resume em apenas uma palavra : Saudades. Minha cachorrinha faleceu ontem dia 13/06/16 por volta das 12:15hs.
    Tínhamos ela, uma mistura de fox paulistinha, que interagia por completo a minha vida e a da minha esposa e temos mais 3 Rottweilers. Lara, que era o seu nome, morreu com 9 anos e 1 dia depois do seu aniversário. Em casa, sou eu e minha esposa apenas e Lara me escolheu para ser seu predileto, Quando decidimos ter um cachorrinho pequeno a 9 anos atrás, não imaginávamos que ela seria tão intensamente forte participante em nossas vidas. Uma cadelinha que mudaria toda uma forma de ver e sentir os animais, como parte de nossas vidas. Lara me adotou como seu guia, como seu braço forte que a livraria de pequenas encrencas perante os outros cães de casa, ela me via como seu médico, se amigo e nem sei se é exagero dizer, mas acho que ela me via como seu pai.
    Nosso amor era muito forte.
    Um acidente doméstico provocou a morte dela e com isso, nossas alegrias se foram. Sinto falta dos grandes afagos que trocávamos, da comida que repartíamos, da água que bebia em minha mão, das lambidas e dos beijos. Nadávamos juntos e tínhamos planos.
    Eu e minha esposa fazíamos planos pra quando ela ficasse velhinha, qual comida daríamos, quais brincadeiras serão menos penosas à ela. Planejávamos tudo isso 1 dia antes da morte dela. Pensava nesse mesmo dia, em eu tirar muitas fotos dela, pra ter um dia quando da sua morte por idade, termos mais do que lembrar.
    Chegamos em casa para o almoço e ela não veio ao nosso encontro. Fui procurá-la na sala e me deparei com uma cena triste, horrível. Larinha estava com o pescoço quebrado, porque tentou sair da sala por uma janela tipo ” guilhotina ” que nós mantínhamos ligeiramente aberta, suspensa por um calço para que o ar entrasse na sala e Larinha não sentisse muito calor.
    Ela estava entrando no cio e tentou sair da sala por aquela fresta para ir de encontro à um macho Rottweiller que temos aqui. Nessa tentativa e apoiada por uma bicicleta ergométrica que estava próximo à janela, ela pôs a cabeça na fresta e, presumo eu, deva ter se desequilibrado e afastou o calço da janela e a mesma caiu no seu pescoçinho e provocou a sua morte.
    Foi por minutos. Imediatamente segurei a Larinha em minhas mãos enquanto minha esposa suspendia a janela e cortava a tela de mosquiteiro, parte presa em seus dentinhos. Quando à tiramos de lá, estava sem vida. Seu corpo estava quente, suas fezes estavam quentes e com cheiro de recém evacuadas. A embrulhei em sacos pretos, cavei uma cova no fundo do meu quintal e a sepultei, entre orações e choros.
    Hoje, me deparei falando com ela, oferecendo comida para ela como parte do ritual diário.
    Nós a amamos muito. Ela se foi, mas seremos eternos amigos. Nosso amor foi e sempre será incondicional, como devem ser os grandes amores.
    Pensamos na hipótese de continuar dando todo esse amor a um outro cachorrinho, que se possível, será adotado, mas isso terá seu tempo certo de acontecer.
    A saudades e a dor caminham juntos no nosso luto por ela. Ela será lembrada sempre. Só espero que essas lembranças passem à ser só de amor, sem dor. A dor da perda.
    Grato

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