“Toda alma provará o sabor da morte e, no Dia da Ressurreição, sereis recompensados integralmente pelos vossos atos; quem for afastado do fogo infernal e introduzido no Paraíso, triunfará. Que é a vida terrena, senão um prazer ilusório?” (3ª Surata, versículo 185)
Dando continuidade aos posts sobre a compreensão da morte em determinadas religiões, abordaremos neste post o Islamismo. Exploraremos como os fiéis dessa religião se relacionam com a realidade da morte e buscaremos compreender o significado de seus rituais.
O Islã surgiu no ano de 610 da Era Cristã, no deserto do Hedjaz, onde hoje está a Arábia Saudita. Naquele ano, o então comerciante Muhammad (saws*) – nome que foi erroneamente traduzido para o português como “Maomé”, o que é considerado uma grosseria pelos mulçumanos, uma vez que eles consideram que nomes próprios não são traduzidos, devem ser empregados como o são no idioma original – recebeu as primeiras revelações de Deus Altíssimo, por intermédio do Arcanjo Gabriel, ocasião em que soube que havia sido escolhido como Mensageiro de Deus. Muhammad (saws), que vivia na cidade de Meca, era um homem digno, um comerciante justo e dotado de grande bom senso e amor ao próximo. Antes mesmo de receber a revelação divina, ele era consultado pelos seus contemporâneos para solucionar litígios, julgar disputas e dar conselhos.
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